Restaurante Capitu, o segundo mais antigo de Surubim, encerra suas atividades

Restaurante Capitu funcionou durante mais de 35 anos na Rua Maria Barbosa, ao lado dos Correios.
No último dia 31 de março o tradicional Restaurante Capitu, o segundo mais antigo de Surubim, fechou suas portas em definitivo.
Decorrente principalmente da pandemia que por cerca de um ano e meio, a partir de março de 2020, manteve o restaurante paralisado, as dificuldades cresceram e como opção foi necessário encerrar suas atividades. O Capitu desde o ano de 1990 se estabeleceu à Rua Maria Barbosa como sorveteria e bar. Em seguida montou um restaurante com cozinha internacional e a primeira pizzaria a forno à lenha do município. Em diversos momentos dessa trajetória diversificou sua cozinha tendo em certo período se especializado em frutos do mar, cozinha japonesa e mesmo regional, mas, se notabilizou como o Rei do Filé, disponibilizando a maior variedade de filés de toda a região.

Espaço abrigava obras de arte, como estas, do artista plástico Fernando Guerra. (Foto: Reprodução/Divulgação)
No entanto, o Capitu foi muito mais que um estabelecimento gastronômico. Em seus mais de 35 anos de existência desenvolveu uma intensa atividade cultural. Exposições de arte, lançamentos de livros, tais como o de poesias da poeta Carmo Guerra, romances de José Nivaldo Júnior além do livro de pesquisa histórica Memória das Vaquejadas de Surubim de Fernando Guerra que bateu o recorde de vendas com mais de 500 exemplares vendidos. No tocante à música são memoráveis os concertos de jazz do pianista Tony Yucatan entre tantas outras apresentações artísticas.

Cultura popular: mamulengos de Seu Petronilo, em exposição no Capitu. (Foto: Reprodução/Divulgação)
Manteve desde 1993 até 2007 a Caminhada dos Seresteiros, homenageando os grandes nomes dos músicos que se dedicaram ao segmento da música romântica em Surubim. Em 20 de dezembro de 1995 este jornal, o Correio do Agreste, com a presença do então prefeito Murilo Barbosa, entre outras autoridades, teve o lançamento de sua primeira edição no salão principal do restaurante.
Fundado por Fernando Guerra e desde 2008 administrado por seu filho Rodrigo, o Restaurante Capitu deixa uma lacuna sobretudo no tocante ao espaço que abriu para a cultura surubinense que, pelo cenário que se apresenta, dificilmente será preenchida.
(Fonte: Correio do Agreste)
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