Apesar de tarifaço, exportações do Brasil batem recorde histórico e somam US$ 349 bilhões em 2025

Dados do MDIC apontam crescimento de 5,7% no volume exportado, superando projeções globais, com a balança comercial somando US$ 629 bilhões na corrente de comércio.
As exportações brasileiras alcançaram um marco inédito em 2025, totalizando US$ 348,7 bilhões, o maior valor já registrado na história. Os números, divulgados nesta terça-feira (06) pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC), confirmam que o país superou em US$ 9 bilhões o antigo recorde de 2023, consolidando os últimos três anos como os melhores da série histórica para o comércio exterior nacional.
Mesmo diante de um cenário internacional desafiador, o Brasil registrou um aumento de 3,5% em valor e expressivos 5,7% em volume nas vendas externas em comparação a 2024. O desempenho em volume chama a atenção por ser mais que o dobro da previsão da Organização Mundial do Comércio (OMC) para o crescimento global, que era de apenas 2,4%.
O vice-presidente e ministro do MDIC, Geraldo Alckmin, celebrou o resultado, atribuindo o sucesso à resiliência do setor produtivo e às políticas governamentais. “Em meio às dificuldades geopolíticas, conseguimos conquistar novos mercados e ampliar os que já tínhamos”, afirmou Alckmin. Ele destacou programas como a Nova Indústria Brasil (NIB) e o Plano Brasil Soberano como vetores de aumento da produtividade e competitividade das empresas nacionais.
Recordes generalizados e abertura de mercados
O dinamismo do comércio exterior não se restringiu apenas às vendas. As importações também bateram recorde, somando US$ 280,4 bilhões (alta de 6,7%), o que impulsionou a corrente de comércio (soma de exportações e importações) para o patamar inédito de US$ 629,1 bilhões. O superávit comercial encerrou o ano em US$ 68,3 bilhões, o terceiro maior da história.
Mais de 40 países registraram compras recordes de produtos brasileiros, incluindo mercados exigentes como Canadá, Suíça e Noruega, além de parceiros estratégicos como Índia, Turquia e vizinhos do Mercosul (Paraguai e Uruguai).
(Fonte: Jovem Pan)
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