Eduardo Bolsonaro é condenado a quatro anos de prisão por lobby nos Estados Unidos

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenou nesta terça-feira (16) o ex-deputado Eduardo Bolsonaro a 4 anos e dois meses anos de prisão em regime semiaberto pelo crime de coação no curso do processo. Cabe recurso contra a decisão.
O Supremo Tribunal Federal (STF) condenou, nesta terça-feira (16), o ex-deputado Eduardo Bolsonaro por sua tentativa de promover sanções dos Estados Unidos contra o Brasil, para que Washington interferisse em favor de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, no julgamento por tentativa de golpe.
Jair Bolsonaro foi condenado em 2025 a 27 anos de prisão por tentar se manter no poder após perder as eleições de 2022 para o atual presidente, Luiz Inácio Lula da Silva.
A sentença, que ainda pode ser apelada, fixa quatro anos e dois meses de prisão em regime inicial semiaberto para Eduardo Bolsonaro, acusado de “coação” contra o STF por meio de articulações junto ao governo de Donald Trump para que pressionasse em favor de seu pai.
“Não é função de deputado federal brasileiro fazer lobby no exterior contra o próprio país”, disse o ministro responsável pelo caso, Alexandre de Moraes.
O STF condenou o ex-deputado, de 41 anos, em meio à tensão entre Washington e Brasília após um encontro em maio entre Trump e o senador Flávio Bolsonaro, também filho do ex-presidente e principal adversário de Lula para as eleições presidenciais de outubro.
Quatro ministros do Supremo acolheram o argumento da Procuradoria-Geral da República (PGR), que atribuiu a Eduardo Bolsonaro o crime de ameaçar autoridades judiciais e de outros poderes ao indicar que conseguiria das autoridades americanas sanções se o processo não terminasse conforme o desejado por seu pai. O ex-deputado também ficará inelegível para cargos públicos por oito anos após o cumprimento da pena.
(Fonte: UOL)
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