Exame toxicológico para todos pode barrar 30% dos candidatos à primeira CNH

O exame toxicológico, que detecta o uso de substâncias ilícitas, passou a ser obrigatório para todos os candidatos à primeira CNH (Carteira Nacional de Habilitação) desde dezembro do ano passado. Antes, ele era exigido apenas de quem buscava autorização para dirigir veículos nas categorias C, D e E (vans maiores, caminhões e ônibus).

Com isso, cerca de 30% dos candidatos poderão ser barrados, conforme estimativa divulgada nesta quarta-feira (7).

O dado sobre possível reprovação é baseado em números da Fiocruz (Fundação Osvaldo Cruz) e da Senad (Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas), que indicam que cerca de 13% dos jovens entre 14 e 17 anos já fizeram uso de drogas e que 29% dos jovens entre 18 e 24 anos têm histórico de consumo.

As sustâncias que podem ser detectadas pelo exame toxicológico são:

Anfetaminas, como Metanfetamina, MDA (Metilenodioxianfetamina), MDMA (Metilenodioxianfetamina ou Ecstasy/Molly), Anfepramona e Femproporex; Mazindol, supressor de apetite; Canabinoides, ou maconha e seus derivados, como THC e THC-COOH (Carboxy-THC); Derivados da Cocaína, como Benzoilecgonina, Cocaetileno e Norcocaína; Derivados do ópio, como Morfina, Codeína e Heroína.

É possível que medicamentos prescritos, como alguns analgésicos opioides (medicamentos derivados do ópio), benzodiazepínicos (por exemplo, diazepam) e estimulantes (por exemplo, ritalina), sejam identificados e constem nos resultados. É importante avisar previamente o laboratório sobre o uso de qualquer medicação controlada e apresentar a prescrição médica.

Em vigor desde 2016, a exigência do toxicológico para as categorias C, D e E provocou queda significativa na detecção de drogas entre condutores, conforme demonstrou pesquisa do MPT (Ministério Público do Trabalho) e TRT (Tribunal Regional do Trabalho) de Mato Grosso do Sul em 2019: o percentual de positivos caiu de 34% em 2015, para 13,9% em 2019.

(Fonte: Campo Grande News)

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